Algum tempo atrás explicava para meu filho que a forma das letras não é aleatória.
Por exemplo: b e v, manuscritos têm quase o mesmo formato, observe isso. Se formos até uma gramática, sobre ponto de articulação, veremos que isso (a forma da letra) não se dá por acaso, pois b e v fazem o mesmo 'desenho' bucal para serem pronunciadas. 'b' é bilabial e 'v' labiodental.
Por motivo semelhante é que se utiliza 'm' antes de 'b' e 'p'. Observe que as três pronúncias são bilabiais. Enquanto 'f' e 'v' são labiodentais.
Se fizermos uma sequência, teríamos: 'b' (bilabial, sonora), 'f' (labiodental, surda), 'p' (bilabial, surda) e 'v' (labiodental, sonora).
Verifique que 'd' e 't' também são 'irmãs' linguodentais. Parece-nos uma coisa ao acaso, mas diversas mentes brilhantes estão por trás das formas do alfabeto que utilizamos.
Na próxima vez que formos estudar alguma coisa, lembremo-nos que quando se cria uma estrutura visualizável pelo cérebro, ganhando forma ou ação definida, a 'molécula' que forma a lembrança é muito mais longa e será tratada por esse órgão como sendo mais importante. Fato ligado às fortes emoções: quando alguém sofre um grande susto, terror ou felicidade tende a experimentar um misto de emoções interligadas à mesma percepção. Isso gera uma 'molécula' tridimensional e muito complexa no cérebro, o qual guardará por estimá-la de grande importância.
Lembranças não são apenas pensamentos etéreos, mas estão ligadas a estruturas físicas reais, podendo, em futuro próximo, serem transferidas de um cérebro a outro.
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